| Foto: Marcos Sanches / Secom |
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| Sem ter a disposição as tradicionais sacolas plásticas, consumidores procuraram alternativas para carregar suas compras. A grande maioria aderiu às caixas de papelão |
Sacolas reutilizáveis, carrinhos de feiras, cestas de compras e até mesmo caixas de papelão. Essas foram algumas das alternativas encontradas pelos consumidores de Presidente Prudente que foram aos principais supermercados na manhã desta quarta-feira (25/01), na hora de carregarem suas compras nesse primeiro dia da campanha “Vamos tirar o planeta do sufoco”, da Associação Paulista dos Supermercados (Apas). É que a partir de hoje, os cerca de 80 estabelecimentos existentes na cidade, entre hipermercados, supermercados e mercados, deixaram de oferecer a seus clientes as tradicionais sacolas plásticas, até então disponibilizadas gratuitamente.
De acordo com o diretor regional da Apas, Pedro Henrique Nicoluci, a intenção é conscientizar a sociedade em relação aos cuidados com o meio ambiente, de modo que evite o descarte do material plástico na natureza. Somente em Prudente, ainda segundo ele, eram depositadas na natureza cerca de 45 toneladas por mês.
Ao aderir à campanha os supermercados assinaram a um termo de cooperação, já que não existe uma lei que trate sobre essa questão. Até o momento cerca de 85% dos estabelecimentos aderiram à campanha que pretende dar fim as tradicionais sacolinhas plásticas produzidas através do petróleo e que demandam mais de 300 anos para se decomporem na natureza. Elas estão sendo substituídas por sacolas biocompostáveis, a base de amido de milho, e têm custado ao consumidor interessado R$ 0,19.
A mudança de comportamento requer um esforço conjunto e mesmo tendo sido programada, ainda divide opiniões entre os consumidores. Ainda assim, muitos deles já aderiram hoje às sacolas reutilizáveis ao invés das tradicionais sacolas descartáveis. “Sou contra essa campanha, pois acredito que se eles [supermercados] querem substituir as sacolas plásticas pelas biocompostáveis, deveriam arcar com os custos e não repassar essa despesa para o consumidor”, afirma a dona de casa Roseli Grandi Montialvão, 55 anos, que confessa reaproveitar as tradicionais sacolas plásticas para serviços domésticos.
Já a professora Cristiane Maiolini, 43 anos, se mostra a favor da iniciativa. Sabendo da mudança, ela foi às compras nesta quarta preparada. Levou de casa uma caixa plástica para não correr risco de ficar sem embalagem para carregar suas compras. “O consumidor ainda está se adaptando, mas acho que será uma medida muito positiva que irá colaborar com a preservação do planeta”. Mas questiona: “Pela manhã ainda foi possível encontrar as caixas de papelão, mas será que no fim do dia terão caixas suficientes?”.
O fiscal de renda Hidenodu Maemura, 64 anos, também garante ser totalmente favorável à campanha. “O plástico quando jogado na natureza leva anos para se decompor. Se formos levar em conta a quantidade de sacolas plásticas jogadas no lixo em Prudente, levariam anos, então é super positivo. Outros países já adotaram essa medida, acho que era algo que deveria ter sido feito há muito tempo”.
Com a campanha a meta da Apas é retirar da natureza mais de 12 milhões de sacolinhas plásticas por mês. (Por Débora Andreatto – Mtb 59.395)